
MxMadeira: O que achaste da Organização?
Dércio Gouveia: Revelando progressos excepcionais e notou-se a preocupação de tentar aproximar o nosso campeonato ao nível do Nacional.
Mx: O que achas do novo traçado da pista ? Achas que deviam mudar o sentido com que regularidade? Alteravas alguma coisa do seu traçado ?
DG: Penso que estamos perante um dos melhores traçados e grau de exigência que alguma vez houve na Região. Quanto ao sentido da pista e modificações, sou de acordo que sejam feitas de prova a prova se possível para ir variando, assim todos nós podemos aperfeiçoar e evoluir a nossa técnica para podermos reagir perante situações ou pistas diferentes como acontece quando fazemos participações no Campeonato Nacional de Motocross.
Mx: Os fiscais de pista estiveram bem colocados ? Se não, onde achas que deveriam de estar?
DG: Os recursos humanos são sempre escassos e faltou alguns fiscais num ou noutro salto, mas obviamente notou-se uma certa preocupação da organização em colocar os que havia nas zonas mais perigosas. Pelo andar das coisas, para a próxima vai haver mais fiscais para colmatar essa lacuna.
Mx: O que achas do desempenho do Presidente do Júri (Daniel Rodrigues) ?
DG: Acho que estão todos de parabéns, tanto o Daniel Rodrigues, Nélio Olim e restantes elementos pelo trabalho e empenho que têm vindo a desempenhar. Nota-se que é uma organização com empenho, competente, com sentido de responsabilidade e com vontade de dinamizar a modalidade.
Mx: Como te correu a prova?
DG: A prova correu bem, pode correr sempre pior... o resultado foi dentro daquilo que a equipa já tinha em mente, apenas restava a incógnita era se seria capaz de ganhar ou não, passado um ano fora da competição e do exercício físico. Os sacrifícios foram muitos, mas os resultados começam a dar alguns frutos. A primeira manga não podia ser melhor, mas na segunda tive uma queda algo aparatosa quando seguia na frente da corrida. Andei ainda umas voltas a tentar recuperar do impacto, abstraí-me das dores que sentia e tentei alcançar os pilotos da frente. Perdi um pouco a noção do tempo e quando cheguei ao Vítor Freitas precipitei-me e tentei ultrapassa-lo por uma trajectória que ainda não tinha sido usada na corrida, como estava molhado e escorregadio acabei por cair. De novo e ja extremamente cansado e graças ao apoio que já não sentia há muito tempo do público e com a ajuda da equipa consegui terminar a manga na colado ao primeiro. Tenho que dar os parabéns ao Vítor porque ele teve mérito em lidar com a pressão para não cometer nenhum erro.
Mx: Achas que houve mais aderência do público que nos anos anteriores? Porquê?
DG: A adesão do público é cada vez maior, na minha opinião deve-se também muito ao traçado porque proporciona um grande espectáculo para aqueles que o presenciam. Axo que a tendência para 2010 será o oposto do que vem acontecendo na última década, ou seja, ter um começo de campeonato razoável e com fortes possibilidades de aumentar tanto no número de pessoas que assistem, como no número de pilotos.
Mx: Estás a gostar do desempenho da tua mota?
DG: Sim, fiquei muito surpreendido com esta mota, está superando as minhas expectativas. Ainda existem algumas afinações por melhorar por forma a ficar mais ao meu estilo de condução.
Mx: Tiveste problemas mecânicos? Se sim, demoraste e resolve-los?
DG: Graças a Deus que não, apenas não conseguimos acertar com o setting ideal da suspensão traseira para o tipo de piso que encontramos no Domingo na Pista das Carreiras.
Gostaria de agradecer a todos à minha equipa, família, patrocinadores, ao pessoal da Style que foi incansável na preparação e decoração das motas, lonas, fatos, etc. E a todos aqueles que puxavam por mim para que conseguisse a vitória.
Um muito OBRIGADO.
Gostaria de agradecer e louvar o trabalho do MxMadeira e do SobreRodasMadeira pelas ideias novas e pelo excelente trabalho que têm feito.
Foto: MxMadeira
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